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Dossier Especial >>>SANTIAGRO 2004<<<
Santiagro 2004- Entrevistas

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Entrevista a Carlos Aragão, presidente do Conselho de Administração da NEGDAL
 
Alentejo Magazine (AM) - Muitos dos expositores desta Santiagro são de fora do concelho de Santiago do Cacém, acha que não se está a dar o devido valor a este certame?

Carlos Aragão (CA) - Não sei o que é que os agentes económicos pensam da Santiagro. Penso é que os agentes do concelho devem ter uma outra visão do associativismo. Dizer mal por dizer não basta, banharmo-nos em lágrimas de crocodilo também não chega. Eu entendo que os agentes económicos da região devem unir-se em torno das suas associações, se as suas associações na prestarem, criem outras, não só para se defenderem a si próprios como inclusivamente servir de directriz para as entidades que possam fazer alguma coisa por eles.

AM - Tem vindo à imprensa dizer que a Santiagro está subvalorizada. Porque é que isto acontece e o que é que tem de ser feito para inverter esta situação?

CA - Está subvalorizada porque hoje a Santiagro tem uma importância maior do que aquilo que se aproveita. Eu entendo que este certame é um bom motivo para se discutirem os problemas dos diversos sectores da região como sejam os problemas dos empresários e dos comerciantes, e eu não vejo isso. Um certame que no ano passado recebeu cerca de 50 mil pessoas, pelo que aqui existe, com o programa que existe e com a dimensão que já tem, realmente está subaproveitada e principalmente a nível local.

A Santiagro reflecte em alguns sectores o pouco dinamismo da sociedade deste concelho. Falta visão empresarial, e estamos longe do dinamismo que precisamos.

AM - Esta feira, uma feira agropecuária, continua a estar virada também para os serviços?

CA - É natural, à medida que a agropecuária vai diminuindo de peso e tendo menos importância no pib nacional é normal que apareçam na feira outros sectores como a indústria, o comércio e os serviços. Se estes certames antigamente eram agros pecuários prendia-se com o facto da agropecuária ser um sector dos mais importantes na economia da região, hoje é diferente.

AM - Passados 17 anos sobre o início da Santiagro, e tendo em conta essa diminuição de importância da agro-pecuária, justifica-se que ainda haja uma feira agro-pecuária em Santiago do Cacém?

CA - Claro que sim, porque há que incentivar o sector, e é uma actividade muito importante que precisa de ser ajudada.

AM - Este ano foi mais um ano de contenção, como é que foi erguer esta edição da Santiagro?

CA - Montar a Santiagro é sempre difícil porque somos muito poucos e a Santiagro vai crescendo e tendo outro dinamismo. De qualquer maneira, este ano, tivemos cuidado e alguma contenção económica, procurando uma racionalização de custos. Mas na Santiagro, embora com dificuldades, temos alguns sectores que nos deram azo a alguma folga, como são os casos de toda a organização da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Santiago do Cacém com toda a organização do dia do crédito agrícola. Este dia é da responsabilidade desta caixa, nomeadamente com a eleição do melhor expositor.

Também tivemos o apoio da ADL, o sector da ADL também nos dá alguma folga na medida em que também já faz parte desta casa.

AM - De quanto é que é o investimento da Negdal na Santiagro 2004?

CA - Nós este ano investimos mais nos expositores e noutras temáticas de exposição como nas florestas, temos uma exposição sinergética do Ministério da Agricultura e Florestas, acho que é importante. Apostamos em melhoramentos dos compartimentos desta feira. Este ano não investimos muito em infra-estruturas, precisamos de descansar. Além disso a câmara tinha feito melhoramentos dentro dos pavilhões por altura do 25 de Abril.

Mas o investimento foi inferior ao do ano passado.

AM - Quantos expositores estarão este ano na Santiagro 2004?

CA - Entre todos os sectores serão à volta de 300

AM - Este ano continuam também a apostar nos produtos regionais e no artesanato?

CA- Sim, mas sob o  aspecto de acompanhar a evolução. Aqui não podemos por o artesanato com o mesmo objectivo como ele aparece na Feira do Monte, de simples mostra. Há que apostar no artesanato como factor económico, como factor turístico e como uma mais valia para o concelho. Não vamos encaixotar estas pessoas para apenas mostrarem o seu trabalho, aqui os artesãos podem vender os seus produtos. Aqui é um espaço de lazer de convívio mas também de oportunidade de negócio, de investimentos e com o cariz de comercialização, de industrialização de avanço tecnológico. Vamos tentar a vertente de comercialização do artesanato, criando um dinamismo empresarial.

AM - Quais são as vossas perspectivas quanto a número de visitantes?

CA - Isto joga com o aliado que é o tempo e com o Rock in Rio. Mas acho que não será imprevisível, existe um público fiel que vem à Santiagro. Acho que com a melhoria do programa isso acontecerá. Porque temos ai para as crianças, todo o sector das crianças que tem sido feito com a Santa Casa da Misericórdia, temos cá o palhaço companhia e outras companhias de palhaços, temos um conjunto de espectáculos que são bons, e temos mais garraiadas, espectáculos nocturnos com cavalos. Apelamos por isso à participação das pessoas pois temos de entender que temos de fazer espectáculos que as pessoas não possam ver todos os dias, as bandas por exemplo podem ver em diversos sítios.

AM - Neste espaço dedicado às crianças o que é que os mais pequenos podem fazer?

CA - Os miúdos podem fazer modelagem, desenho e outros tipos de actividades que serão dinamizados pelas educadoras. È obviamente um espaço muito melhorado em relação ao ano passado, teremos também insufláveis.

AM - Como é que gostaria que a Santiagro fosse vista?

CA - Gostaria que vissem a Santiagro como uma organização despretensiosa, um certame honesto e virado para a população do Litoral Alentejano. Um certame virado para a informação e não para a competição com outros certames. Um certame em que as pessoas o conseguissem valorizar pelo valor que ele realmente tem.

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